Enquête auprès des réalisateurs hollywoodiens :
Jerry Lewis
Cahiers du Cinéma, #151-152, 1963-64
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Je prépare en ce moment un nouveau film (titre provisoire : Son of Bellboy), que j'ai l'intention de réaliser en décembre. L'histoire a pour cadre Hollywood, et j'espère en tourner une grande partie dans le très bel hôtel Beverly Hilton, à Beverly Hills.
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Très sincèrement, le cinéma est mon premier amour ; quand vous avez mis un rêve sur pellicule, c'est pour toujours, tandis que la télévision s'écrit sur du vent. Je pense aussi que la télévision pose beaucoup trop de contraintes, et qu'en raison des impératifs économiques, il est impossible d'y raconter convenablement une histoire.
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Pour répondre à la première partie de cette question : je suis très heureux des facilités de production qui me sont consenties, puisque Son of Bellboy sera le trentième film que j'aurai fait dans le lot Paramount, et que j'ai par conséquent l'avantage d’employer la même équipe, et de connaître chacun de ses membres intimement.
Quant à la distribution des films, c'est encore autre chose. Le coup qui a le plus paralysé le cinéma a été la rupture entre les studios et les chaînes de distribution. C'est cela qui, à mon avis, a placé le producteur dans une très désolante situation : s'il se met cœur et âme dans un film, c'est pour découvrir, très souvent, que tout cela s'évapore subitement dans les mains d'incompétents qui n'ont pas la notion la plus brumeuse de ce qu'ils pourraient bien en faire.
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Mes projets sont très simples : je veux simplement passer le reste de ma vie à faire des films pour amuser les gens et, de quelque façon, leur faire oublier les problèmes de la vie courante.
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Je pense pouvoir dire que je travaille avec beaucoup plus de liberté qu'il y a dix ans. Vous pouvez peut-être attribuer cela au fait que j'ai acquis davantage d'expérience et que j'ai réussi à assurer ma position à Hollywood ; en tout cas, j'ai à peu près la liberté de faire ce qui me plaît.
Bien que je n'aie pas d'expérience personnelle de la question, ma réponse doit évidemment être « oui », lorsque vous me demandez si certains problèmes sont plus faciles à traiter aujourd'hui, car vous serez sûrement de cet avis, que l'écran est maintenant rempli de sujets qui auraient été verboten il y a dix ans, entre autres l'inceste, l'homosexualité, le viol, etc.
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En effet, Hollywood a vraiment changé ces dix dernières années. Les grands studios ont cessé d'exister, et Hollywood est maintenant une collection de compagnies de production indépendantes, travaillant seulement par l'entremise des grands studios. C'est bon et mauvais. Bon, en ce sens que cela donne aux jeunes gens ambitieux, et capables de créer, l'occasion de s'imposer dans la production de films ; mauvais, parce que, depuis le décès des grands studios, il n'existe plus de force motrice capable de lancer, de couver et d'exploiter les jeunes acteurs pour en faire des vedettes.
Inquérito aos realizadores de Hollywood: Jerry Lewis
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Estou preparando no momento um novo filme (título provisório: Son of Bellboy), que tenho a intenção de dirigir em dezembro. A história se passa em Hollywood, e espero filmar grande parte dela no belíssimo hotel Beverly Hilton, em Beverly Hills.
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Muito sinceramente, o cinema é o meu primeiro amor; quando você coloca um sonho na película, é para sempre, ao passo que a televisão é escrita no vento. Penso também que a televisão impõe limitações excessivas e que, por razões de exigências econômicas, é impossível contar uma história adequadamente nela.
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Para responder à primeira parte dessa pergunta: estou muito feliz com as facilidades de produção que me são concedidas, visto que Son of Bellboy será o trigésimo filme que terei feito nos estúdios da Paramount, e tenho, portanto, a vantagem de empregar a mesma equipe e de conhecer cada um de seus membros intimamente.
Quanto à distribuição dos filmes, é outra questão. O golpe que mais paralisou o cinema foi o rompimento entre os estúdios e as cadeias de distribuição [as salas de exibição]. É isso que, na minha opinião, colocou o produtor em uma situação muito lamentável: se ele se entrega de corpo e alma a um filme, é para descobrir, com enorme frequência, que tudo aquilo se evapora subitamente nas mãos de incompetentes que não têm a menor ideia do que poderiam fazer com ele.
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Meus projetos são muito simples: quero apenas passar o resto da minha vida fazendo filmes para divertir as pessoas e, de alguma forma, fazê-las esquecer os problemas do dia a dia.
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Acho que posso dizer que trabalho com muito mais liberdade do que há dez anos. Talvez vocês possam atribuir isso ao fato de eu ter adquirido mais experiência e ter conseguido consolidar minha posição em Hollywood; em todo caso, tenho quase toda a liberdade para fazer o que me dá vontade.
Embora eu não tenha experiência pessoal sobre a questão, minha resposta deve obviamente ser "sim", quando vocês me perguntam se certos temas são mais fáciis de abordar hoje em dia — pois vocês certamente concordarão que a tela está agora repleta de assuntos que teriam sido verboten [proibidos] há dez anos, entre outros o incesto, a homossexualidade, o estupro, etc.
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De fato, Hollywood mudou radicalmente nestes últimos dez anos. Os grandes estúdios deixaram de existir, e Hollywood é agora um conjunto de companhias de produção independentes que trabalham apenas por intermédio dos grandes estúdios. Isso é bom e ruim. Bom, no sentido de que dá a jovens ambiciosos e capazes de criar a oportunidade de se imporem na produção cinematográfica; ruim porque, desde a morte dos grandes estúdios, já não existe uma força motriz capaz de lançar, nutrir e projetar jovens atores até transformá-los em estrelas.
— Jerry Lewis
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